Não me avisaram como seria o exame na ginecologista – 811

811 – “Hoje me lembrei de mais uma coisa que aconteceu comigo, acho que eu tinha uns 15 ou 16 anos. Não é uma cantada de rua, mas como achei que foi um caso de agressão, talvez se encaixe aqui.

Eu não havia tido nenhuma relação sexual ainda, mas minha mãe me levou ao ginecologista de um posto de saúde porque eu tinha cólicas muito fortes e queria dar uma melhorada nisso. Eis que me fizeram entrar, sem minha mãe junto, numa salinha com a porta aberta , com apenas uma divisória separando o “local do exame” da porta, que dava direto para o hall onde os outros pacientes ficavam esperando. Olhando de fora não dava pra ver nada, mas era uma sensação horrível, enfermeiras e outros funcionários do posto ficavam entrando e saindo da salinha o tempo todo! Perguntei várias vezes o que iam fazer comigo e só falaram que era “um exame”. Apenas me levaram para aquela salinha desconfortável, me mandaram tirar a calça e a calcinha e ficar só de camiseta, depois me pediram para deitar na maca e abrir as pernas. Fiquei assustada, porque ninguém me disse que o exame seria invasivo desse jeito. Iam fazer uma coleta de papanicolau e não me avisaram!!! Morri de vergonha, entrei em pânico e na hora pulei da maca. Chorando, me vesti e me recusei a fazer o exame. Me senti abusada, invadida. Imaginem só, fazer um exame desse numa menina virgem, que nunca tinha feito esse exame antes, e se negarem a responder quando perguntei o que aconteceria (afinal, se perguntei é porque não sabia, né caralho). O pior de tudo foi a ginecologista depois ainda chegar na minha mãe e dizer “sua filha é muito mal educada, procure outra médica porque comigo ela não passa mais”. Fiquei com raiva da minha mãe por meses, por não ter me avisado que aquilo aconteceria.

Até hoje tenho trauma de ginecologistas graças a esse ocorrido.”