Não sou obrigada a ouvir convites de estranhos na rua – 699

699 – “Queria a opinião de vocês quanto à minha reação agora a pouco… Estou tendo uma semana péssima, e isso aumenta minha agressividade em relação a assédios verbais e olhares nojentos dos homens.  Eu e uma amiga estávamos passando na esquina de casa, onde está acontecendo uma obra. Um dos trabalhadores, que estava na janela de um caminhão ao qual passávamos bem coladas, disse: “Vamos tomar um sorvete, jovens?” Eu, na minha raiva acumulada, olhei bem feio pra ele e disse: “Presta atenção no seu trabalho, meu filho!”. Acho que ele não esperava, então se calou e apenas fez uma cara surpresa. Os outros trabalhadores ficaram falando algo sobre “é feia mesmo” e eu segui meu caminho. Agora, refletindo sobre minha reação, fiquei pensando se minha resposta rude foi adequada ao que ele disse.  Ao mesmo tempo que penso que ele não falou “nada de mais”, penso também que eu não sou obrigada a ouvir convites de estranhos na rua e ficar calada. E, afinal, quem faz uma pergunta espera uma resposta. A minha foi exagerada? Gostaria de saber o que vocês pensam.”