Não uma, mas três situações assustadoras na mesma viagem -1250

1250 – Não vou contar uma,  mas três coisas que aconteceram quando eu fui pela primeira vez para a praia.

Fui em uma excursão para a praia quando eu tinha uns 14 anos, foram vários parentes meus (principalmente primos e primas, todos eram mais novos do que eu, exceto um que na época devia ter entre 25 e 30 anos), mas como não tinha lotado a van, foram uma mulher e um cara de uns 30 anos que eu nunca tinha visto e espero nunca ter que ver de novo, para que quem estava organizando a viagem não tivesse que pagar do próprio bolso os bancos que sobraram.

Na ida esse cara e essa mulher foram se embebedando com vodka o caminho todo, rindo, falando alto, e atormentando todo mundo que estava na van.

1º Quando chegamos na casa em que iamos ficar já era 5h da manhã, então eu e meus primos resolvemos ir direto pra praia, passamos quase o dia todo lá, e cerca de umas 15h resolvemos subir numa trilha que tem numa “montanha” pra ver o mar lá de cima, o caminho era dificil, uma subida enorme, escorregadia e muito dificil, o pior aconteceu na hora de descer, fiquei por ultimo pra descer bem devagar, e quando estava quase no final, (todos já tinham descido a pouco tempo e foram pra água tirar a terra do corpo), começaram a subir 5 idiotas diviam ter entre 18 e 20 anos, pararam em uma parte mais larga antes de começar a trilha e ficaram esperando eu terminar de descer, não tinha como subir dois um do lado do outro, então não achei que fosse estranho aquilo até eles começarem “Quer ir com a gente conhecer o “mar bravo””, eu me assustei, afinal todos já tinham descido e eu estava sozinha, no meio do mato, quase escorregando, e com aqueles cinco idiotas ali, queria xingar ou responder de forma agressiva mas por medo, apenas disse “não” e eles continuaram “porque não? vamos vai ser legal, chama a sua amiga pra ir com a gente” (prima que desceu um pouco antes de mim), fiquei com medo de tentarem alguma coisa e falei “não quero”, passei do lado deles e terminei de descer o barranco (escutei eles rindo, queria tanto voltar e gritar com eles, fiquei mal por não ter respondido a altura, mas tive medo de responder e eles tentarem algo).

2º A noite eu e minha prima (cerca de 3 anos mais nova do que eu), resolvemos andar pela praia a noite, enquanto os outros nadavam, fomos até o “fim” da praia e voltamos pra trás pra encontrar com os outros, (estavamos de short e blusinha) na volta passamos por uns 3 ou 4 moleques, deviam ter entre 15 e 17 anos, e eles começar a falar “oi lindas, nossa que delicia, vem cá gostosas”, estavamos conversando e fingimos nem ter ouvido nada, continuamos andando, assim que viram que nem olhamos pra eles começaram com “vagabundas, cadelas”, não tinha mais ninguem por perto, continuamos andando como se não tivessemos ouvindo eles, minha vontade era xingar eles, mas não fiz por medo, eu e minha prima mais nova, sozinhas, sem ninguem por perto. a noite, preferi não arriscar, mas me senti mal por também não responder à altura (a propósito eles mexem, chamam, ignoramos e ainda somos as vagabundas??? Vagabunda seria se fossemos de cabeça baixa “dar” o que eles queriam ou se tivessemos colocados filhos sem educação como eles no mundo).

3º Quando voltamos pra casa meus primos tinham pegado dois siris na praia e colocado em um balde com um pouco de areia e água, (eles foram soltos na praia de novo no outro dia), ficamos olhando eles andando, e aquele “cara” que veio na viagem bebendo vodka, estava fechado no banheiro que tinha no fundo da casa, estavamos todos curvados em uma mesa ali perto, pra olhar os siris, e o banheiro tinha uma janela que dava pra ver onde estavamos (eu estava virada de frente pra janela, minha prima de costas e meus primos em volta), esse cara começou a olhar pela janela (com certeza era pra bunda da minha prima, que deveria ter uns 11 anos na época), depois ele fazia uns “barulhos” estranhos, gritava e abria o chuveiro, depois repetia tudo de novo, antes disso nos momentos em que eu fiquei na casa ele insistia em tirar uma foto minha (ele tinha tirado de todo mundo, mas queria uma minha de qualquer jeito), acabei deixando ele tirar uma pra parar de me encher, e durante a tarde ele passava varias vezes pela janela do quarto “cantando” quase gritando “delicia, delicia, assim voce me mata”, isso tinha me deixado incomodada, mas ignorei. Voltando a contar do banheiro depois dele repetir o ato umas quatro ou cinco vezes, meu primo (o que é mais velho do que eu), disse pra gente entrar na casa, estavamos assustados com aquilo, e assim que entramos, soubemos que ele tinha tentado agarrar a força a mulher que veio bebendo com ele enquanto estavamos na praia, entramos no quarto, minha prima levou uma faca e pediu pro nosso primo mais velho ir dormir com a gente, ela estava assustada (eu também), ela fechou a janela e a porta, ele ainda passou na janela mais uma vez e “cantou” “delicia, delicia, assim voce me mata”. Quando acordamos no outro dia, soubemos que tiveram que carregar ele do banheiro dos fundos, porque ele havia desmaiado lá de tão bebado, e tiveram que lavar o banheiro porque ele havia “sujado” o banheiro todo (vocês podem imaginar com o que). Voltamos pra praia e na volta da viagem ele não abriu mais a boca, mal olhava nos rostos das pessoas; não sei se ele se lembrava do que tinha feito e sentiu vergonha, ou se falaram alguma coisa pra ele que o fez ter pelo menos um pouco de vergonha e parar com aquilo. Independente espero nunca mais encontrar com esse ser na minha vida, me arrependo de ter deixado ele tirar uma foto minha, prefiro imaginar que ela nem exista, sinto tanto nojo dele.