o cara estava se masturbando olhando para as meninas – 1073

1073 – A história que vou contar não aconteceu comigo, e sim com uma amiga minha, mas achei interessante contar a vocês para que possam se indignar comigo.

[TRIGGER WARNING - relato chocante por envolver constrangimento de crianças]

Quando fiz cinco anos, entrei para um colégio Adventista e uma das minhas primeiras amigas foi a Joana (nome criado por mim por motivos óbvios). Ela era e ainda é muito bonita. Loira, branca e com os olhos azuis. Paula, sua irmã, era dois anos mais velha que a gente e duas séries a nossa frente. Sua aparência não era diferente da irmã, o que as tornavam ícones de beleza.

Quando alcançamos o 3ºano, Laura, a filha da bibliotecária, entrou na escola. No 6º ano, Joana saiu da escola e no ano seguinte me tornei amiga de Laura. Certo dia, ela me revelou que seus pais brigaram uma vez, quando era menor, por causa de uma traição do marido (ele era um caminhoneiro, vivia viajando), mas ela não sabia de mais nada sobre isso.

No ensino médio, eu e Laura fomos para o mesmo colégio e para a nossa surpresa Joana também estava lá. Ela não conversava muito com Laura, apenas comigo, mas nunca estranhei nada. No final do ano, Laura saiu da escola e me aproximei mais de Joana.

Certo dia, fui a casa dela e nós conversamos muito e no meio do assunto ela me revelou que não gostava muito da família da Laura. Questionei o por que, afinal de contas toda a família era adventista, cantavam na igreja e sempre ajudavam os necessitados. Ela me revelou que quando era pequena, costumava brincar em frente de casa com a sua irmã e sempre parava um carro próximo a sua calçada, com o vidro meio aberto, ficava ali durante um tempo e logo ia embora. Mas as meninas, na inocência da idade, não maliciaram nada. Entretanto a mãe delas sim.

Dona Beatriz estava voltando para casa e viu o carro em frente a sua casa, então resolveu olhar pelo vidro e ver quem era. Quando fez isso, viu que o cara estava se masturbando e olhando fixamente para suas filhas. Ela logo bateu no vidro, xingou e ele foi embora. Depois ela foi até a casa dele (já que eram “conhecidos”) , contou tudo para a sua esposa e ocorreu a confusão que a Laura presenciou o pouco. A situação se amenizou e o homem não seria denunciado caso ficasse longe das meninas.

Entretanto, uns anos depois, ele conseguiu emprego numa firma próxima a nossa cidade, ou seja, ele não viajaria tanto e ficaria mais próximo das meninas. Dessa forma, Dona Beatriz, com muito medo, colocou as meninas em um colégio mais próximo de casa para que pudesse vigiá-las melhor e tivessem menos contato possível com o homem (afinal de contas, ninguém quer ir a uma apresentação do dia dos pais na escola das filhas e se deparar com o filho da puta que bateu uma olhando para as garotas).

Fiquei extremamente chocada e brava com tudo aquilo. Que espécie de pai de família assedia sexualmente duas garotinhas praticamente bebes sendo que tem uma da mesma idade dentro de casa? Ele iria gostar se fizessem isso com sua filha? Como pode a mente ser tão perversa a ponto de manchar a infância das meninas só para esfregar o próprio pau (desculpa o palavrão)?

Fiquei muito brava também com as duas famílias, já que depois de algumas brigas, não denunciaram ele. Acho que o pior foi a família dele que o aceitou de volta. Que mulher volta com um homem que tem tendência a ser um estuprador infantil? E se ele estuprasse a própria filha (isso se não já o fez)? E se ele não JÁ estuprou alguma outra criança nesse Brasil todo. Ele era caminhoneiro, viajava por todo o território nacional. Se ele fez aquilo próximo a própria mulher, o que será que não fez/faz longe dela?

Fiquei muito chocada e chateada. Depois disso parei de ir a casa de Laura com medo do pai dela.