O médico só fez eu me sentir pior – 1239

1239 – Olá, acompanho os relatos postados na página, e isso me fez ver que existe sim um trauma dentro de mim, e acho que a melhor forma seria desabafar tudo isso.

Desde meus 4 anos, fui criada pelo pai do meu irmão. Aos 9 anos, em uma viagem da família para a praia, meu ex-padrasto, em uma noite, foi ao quarto em que eu estava e passou a mão nas minhas partes íntimas; fiquei sem reação e a única coisa que consegui fazer foi “fingir estar acordando”, assim fiz com que ele saísse do quarto. E por mais que eu evitasse ficar sozinha com ele, em um vacilo me descuidei, e outra vez aconteceu. Mas só fui contar para minha mãe depois de dois anos, fizemos um B.O., disseram que a minha mãe poderia ser culpada (como sempre, a culpa é da mulher), e fui sujeitada a fazer o IML, para confirmar se havia acontecido o estupro, ou não (nessas horas, meu relato não serviu para nada). Talvez esse tenha sido meu maior trauma, ser exposta em uma mesa, com as pernas abertas, para um MÉDIC((((O))))) o qual falou frases que achava “quebrar o clima”, o que só piorou, pois após olhar e confirmar minha virgindade, o comentário foi: “ta nos trinque, show de bola”. Pode parecer bobeira, mas aquilo me insultou da pior forma.

Passado todo esse processo falho da justiça, o acusado não foi preso até hoje. Então preferi esquecer, e ter a certeza de que isso nunca mais aconteceria comigo.

Me enganei. Uns meses atrás, aconteceu de novo, mas com meu pai. Fazia anos que eu não tinha contato com ele, e quando resolvo morar com ele, com 16 anos, uma noite ele deitou do meu lado e fez eu colocar a mão nas partes íntimas dele; logo empurrei ele, e novamente me sujeitei a ficar quieta. Ninguém sabe desse fato ocorrido com o meu pai, o que me deixa angustiada. Meu trauma não é apenas o que ocorreu, mas jamais passarei por um IML novamente, e nunca mais me sujeitarei a comentários de médicos/policiais que não sabem se comportar de modo profissional.