O policial mandou sair de lá, se não me ‘quebraria na pancada’ – 1032

1032 – Acompanho a página já faz um tempo. E no dia ontem 20/01, aconteceu algo que comigo que eu me senti extremamente humilhada.

Moro em Presidente Prudente, interior de SP, uma cidade com poucos mais de 200 mil habitantes. Era por volta de meia noite, fui encontrar um amigo meu, falei com ele por celular e ele estava vindo ao meu encontro, parei pra esperar por ele numa esquina, de uma movimentada avenida da cidade, mas como nesse dia foi feriado, praticamente não havia carros ou pessoas circulando.

Enquanto esperava liguei para minha mãe, só pra avisar que chegaria tarde em casa e não se preocupar, enquanto guardava o celular na bolsa, um carro modelo sedan (não me lembro da marca), preto, 4 portas parou na minha frente, dentro do carro, um homem de barba feita, cabelo escuro e pele clara, começou a gritar comigo!

Ele dizia que eu devia sair de lá, que ele já sabia dos meus “esquemas”, fiquei até sem reação por alguns segundos, mas em seguida comecei a gritar com ele. Gritando ele disse que era policial e que iria dar a volta no quarteirão e que se eu estivesse no mesmo lugar, ele me quebraria na pancada, não demonstrei medo para aquele porco chovinista, mas gritava com ele na esperança de que alguém me ouvisse. Ele saiu me ameaçando, dizendo que voltaria pra me bater. Assim que ele saiu liguei pro meu amigo que veio correndo me encontrar, assim que atravessei a avenida, um carro da polícia passou… Contei a algumas pessoas o que havia acontecido comigo e a primeira e mais repetitiva pergunta que me fizeram, era qual roupa eu estava usando ¬¬ Eu estava com um short curto, uma blusinha, tênis e bolsa, qual o problema nisso?! Ninguém se espantou por ser um “policial” que estava me ameaçando pelo simples fato de ser uma mulher, que estava em uma esquina tarde da noite. Fiquei muito bad a noite toda, porque tenho a CERTEZA que isso só aconteceu comigo pelo simples fato de ser MULHER.

Mas é claro que não vou deixar de usar as roupas que desejar, nem deixar de sair na rua a hora que quiser, porque como já li em algum lugar, quando sair as ruas não quero me sentir valente, quero me sentir LIVRE!