“oi princesa”, “nossa, moça”, “oi moça” – 1204

1204 – Esse caso não aconteceu comigo, mas é algo que observo todos os dias pela manhã, esperando o ônibus da escola. Em frente ao ponto, tem uma construção, do outro lado da rua, e logo cedo, mais ou menos 6h30 já tem alguns pedreiros.

Um pedreiro senta em um banquinho, pela aparência deve ter 40-50 anos, e simplesmente olha todas as mulheres que passam na calçada. Vira o pescoço (isso quando algum outro não levanta pra conseguir olhar por mais tempo), mesmo, olha a parte de trás de todas que parecem “interessantes”, de meninas que não pareciam ter nem 12 anos, até mulheres de uns 50 anos mais “conservadas”, e principalmente as estudantes e jovens que passam para ir estudar e trabalhar.

Essa construção já tem meses, e isso acontece ~todos~ os dias. Eu já passei em frente, inclusive, na parte da tarde, e alguns me chamaram, “oi princesa” “nossa, moça” “oi moça”, sempre com aquele tom de voz que nos dá nojo. Minha esperança é que um dia isso acabe, e que os homens não pareçam mais seres irracionais incapazes de controlar alguns instintos.