os funcionários do açougue mexiam com as clientes – 1091

1091 – Eu li o relato da moça que foi assediada na padaria do Butantã e fiquei horrorizada com a falta de empatia que esse gerente teve por ela. Em contrapartida, vou contar meu relato que, apesar de parecido, teve um final um pouco mais feliz. Ali próximo ao Butantã, mais pros lados de Pinheiros, eu costumo frequentar um mercadinho da rua Teodoro Samapaio chamado Luzita. Já tinha um tempo que eu vinha percebendo que os homens que cuidavam do açougue desse mercado, tinham o costume de comentar sobre as moças que ali passavam, às vezes até chegando a chamar a atenção delas pra dizer bobagens. Eu, sempre com o fone de ouvido e a cara amarrada, não tinha passado por isso até então. Eis que um dia esqueço meu Ipod em casa e vou fazer as compras da semana nesse mercadinho. Eu, que costumo evitar pedir carnes naquele açougue por já saber como são os atendentes, passei direto pelo corredor de carnes em direção às bebidas, porém, não rápido o suficiente para passar despercebida e deixar de ouvir os comentários infelizes daquele bando de imbecis.

Troglodita: “Nossa senhora, hein? Não quer levar um filé pra casa hoje não, moça?”

Eu, virando e olhando com uma cara de nojo: “O que você disse, seu imbecil? Você tá na balada ou está trabalhando?”

E segui meu caminho em meio às senhorinhas horrorizadas e xingamentos dos açougueiros. Me dirigi até o gerente e expliquei o que tinha acontecido. Falei que eu já tinha visto aqueles homens fazerem o mesmo com outras mulheres e que aquilo tinha de parar, que a gente até evitava de comprar carne naquele açougue por causa da conduta desses infelizes. O gerente, pelo incrível que pareça, foi super gentil comigo. Me falou que aquilo era realmente um absurdo e foi na hora ralhar com os caras. Bom, nunca mais vi nenhum deles por lá e fiquei muito mais tranquila.