para me defender do assédio me faço de ‘porca’ – 654

654 – “Há anos, assim como muitas mulheres, sofro com as malditas “cantadas” na rua. Para acabar com esse sofrimento ou tentar amenizar, acabei desenvolvendo algumas técnicas para inibir os engraçadinhos de me falarem besteira. Porém tais técnicas são meio nojentas, mas ajudam. E o que faço para me proteger? Isto: Quando estou andando pela rua e percebo que algum imbecil vai dizer alguma coisa, pois já está me olhando daquela forma horrível, eu simplesmente viro uma mocinha porca. Enfio o dedo no nariz (se precisar tiro meleca), dou uma tossida pesada, simulo um espirro, coço o olho, ponho o dedo no ouvido e ando torta. Impressionante como a fisionomia deles muda! De cara de “quero te comer toda!” muda rapidamente para “ai que nojo!”. Não falam um ai e passo por eles de boa… Essa estratégica pode ser nojenta (e é), mas é a maneira que encontrei de me defender. Sei que ninguém tem o direito de falar coisas abusadas aos outros, mas como essa gente é mal educada, tive que fazer alguma coisa. Pois eles nos veem como meros pedaços de carne suculentos, né? Então que babaca machista vai sentir desejo de comer uma carne pobre? Que tira meleca do nariz, cera do ouvido, que expele catarro?”