passou e deu um tapa e um ‘apertão’ na minha bunda – 1149

1149 – Teria muitos relatos negativos para contar, mas pontuarei os dois que mais mexeram comigo e se tornaram marcantes em minha memória.

1) Estudava em um colégio aqui perto de casa, a série não lembro ao certo, mas era muito novinha, deveria ter por volta de uns 12 anos. Num dia, logo após o encerramento da aula, fiquei na sala arrumando minhas coisas e acabei por ficar sozinha na sala com um garoto que era da minha turma também, porém um pouco mais velho suponho (uns 15 anos). Quando ele foi sair, passou por mim e deu um tapa e um ‘apertão’ na minha bunda, um tapa muito forte. Me senti muito mal, chorei muito, e depois de me recompor fui pra casa e não contei a ninguém o ocorrido.

2) Um pouco mais velha, aos 16 anos, estava indo com minha mãe a pé na casa da minha vó, como de costume. Estávamos passando por uma Avenida que fica aqui perto de casa e passou um caminhão por nós. O motorista desacelerou e colocou a cabeça para fora da janela a fim de nos olhar enquanto buzinava. Minha reação automática, aos 16 anos, foi imediatamente apontar o dedo do meio para o cara. Como dizendo “não gosto disso, babaca”. Minha mãe então me disse: “não faz isso menina, é feio”. Naquele momento me senti constrangida por fazer algo “feio” perto da minha mãe, mas hoje percebo que eu não estava errada, quem havia feito algo errado e feio tinha sido aquele homem, não eu.

Esses são apenas dois exemplos do que incontáveis de nós, mulheres, passamos todos os dias.

O assédio é constante, o medo é constante.