Senti ele esbarrar o ante-braço na minha coxa – 709

709 – “Ontem me aconteceu algo que me incomodou duplamente. Estava voltando da universidade depois da aula do noturno, ou seja, era tarde. As aulas acabam por volta das 22h40min. Costumo pegar um dos últimos trens do dia (entre 23h30 e 24h). Estava sentada na janela e acabei dormindo. Algumas estações depois, não sei dizer quantas, sentou um homem de meia idade ao meu lado. Senti ele esbarrar o ante-braço na minha coxa. Achei que havia sido acidental. Acordei assustada e senti ele esbarrar o cotovelo na minha costela, próximo ao meu seio direito. Ainda assim que fosse paranoia minha. No terceiro esbarrão eu me realoquei no banco e olhei feio pra ele, que não esboçou reação alguma. Mas havia um outro homem, em pé, próximo a mim que o olhou bem feio, o que fez com que ele se levantasse e sentasse em outro lugar.
1. Então não era paranoia minha, se ele não tivesse intenção alguma, não teria trocado de cadeira.
2. Porque eu precisei do olhar de outro homem repreendendo o primeiro para ter meu espaço, meu corpo respeitado?
Que raiva, que nojo, que indignação! “