“Seu velho nojento, como você consegue ser tão cara de pau!” – 1174

1174 – Quando eu tinha 14 anos, fui viajar para a casa da praia de uma amiga minha com outras meninas. Nós estávamos todas muito animadas mas, logo no primeiro dia de praia, teve que ter um imbecil para tirar o meu humor.

Quando estávamos saindo da praia, cada um estava levando alguma coisa e eu, no caso, estava com a caixa de isopor em um dos braços. A tampa da caixa de isopor não estava bem encaixada, mas não cairia sozinha. Logo que saímos da praia, passamos ao lado de um idoso com dois outros caras de mais ou menos 20 anos. Quando passei pelo velhinho, a tampa do isopor caiu no chão e eu me abaixei para pegá-la. No segundo que fiquei de pé escutei a mãe da minha amiga, que estava atrás de mim, BERRANDO com o idoso “Seu velho nojento, como você consegue ser tão cara de pau!”, ela gritava enquanto a avó da minha amiga chegava perto para ajudar no escândalo. O IDIOTA do velho tinha dado um tapa da tampa de isopor para ela cair e logo que eu me abaixei para pegá-la ele abaixou e enfiou a cara bem perto da minha bunda. Quando eu escutei a mãe da minha amiga gritando sobre isso com ele, eu senti um nojo tão absurdo que eu quis socar aquele idoso no mesmo segundo. Saí correndo e entrei no condomínio da minha amiga que era logo em frente a praia, deixei a caixa de isopor lá, coloquei uma saia, a corrente de passear no cachorro da minha amiga e chamei outras duas meninas para irem passear comigo. É claro que eu já tinha a fala pronta na minha cabeça. Logo que passamos em frente ao idoso que continuava exatamente no mesmo lugar, eu senti os olhares nojentos do idoso e seus amiguinhos pousando em mim “Ê coisa gostosa!”, eu estava só esperando que eles dissessem algo. “SE EU QUISESSE VELHO EU IA PRO ASILO!”, eu gritei. O velho fez uma cara de surpreso mas logo riu e ele e os amigos começaram a aplaudir, tirando sarro de mim. Eu mostrei o dedo do meio e comecei a andar com as minhas amigas, desejando ter uma pedra pra tacar na cara de cada um deles. Um dos garotos mais novos que estava junto com o velho babaca começou a andar atrás da gente e, aí, eu me desesperei. Nos enfiamos no meio da confusão de um bar e quando ele passou, atravessamos a rua e demos a volta no quarteirão. Foi um alívio entrar no condomínio e eu fiquei orgulhosa de mim por ter conseguido retrucar a babaquice do velho, mas continuei amargurada de não ter tido a chance de meter uma na cara dele.