“Tem um filho da puta aqui no ônibus se masturbando do meu lado” – 1155

Mulheres da ZONA NORTE (SÃO PAULO), ATENÇÃO:

Ônibus 172P, Vila Zilda/Metrô Belém.

1155 – Hoje(24/02), por volta das 17h15, um sujeito aparentemente bem arrumado, vestindo calça e camisa social, entrou no ônibus Metrô Belém e sentou ao meu lado. Era um rapaz alto e grande, de cabelo preto e pele branca, aparentemente beirando os 25 ou 30 anos de idade, carregando um blazer e uma mala nas mãos.
Logo, sentou-se ao meu lado. Pelo porte do sujeito, ocupou o próprio banco e parte do meu também. Ao sentar, deixou um pedaço do pano do blazer em cima de mim, que eu sutilmente retirei. Dentro de alguns minutos, caiu no sono – ou melhor, fingiu cair. Com o blazer e a mochila no colo, cruzou os braços de forma a fazer com que o braço esquerdo ficasse por cima, voltado para o corredor, e o direito embaixo dos seus pertences, voltado para mim, que estava sentada na janela. Depois de um tempo, senti algo encostando em minha coxa. A mochila dele, imaginei. Talvez por não querer acreditar estar passando por aquilo, de novo. Bom, logo passei a considerar a situação estranha, e fiz um gesto, como se estivesse me arrumando no banco, e o cidadão recuou. Dentro de alguns minutos, novamente, algo tocava a minha coxa. Percebi que de fato não era a simples mochila, e sim a mão do cidadão, supostamente desacordado ao meu lado. Novamente o empurrei, desta vez de forma mais brusca – o que o fez se arrumar no banco, colocar o blazer na mão direita, do lado do corredor, de forma a impedir que os outros passageiros vissem o que ele iria começar a fazer: se masturbar do meu lado.
Não tive reação. Fiquei com medo. Pânico. Liguei para o meu namorado, porém não consegui dizer uma palavra. Desliguei. Ele continuou com seus gestos obscenos. Liguei novamente, tive coragem e disse, com a intenção de que todos no ônibus ouvissem: “Chama a polícia, por favor. Tem um filho da puta aqui no ônibus se masturbando do meu lado.” Ele levantou bruscamente e deu sinal. A porta logo se abriu, pois o ponto estava próximo. Covarde. Algumas pessoas começaram a me olhar e lhes expliquei o que havia acontecido. Comecei a chorar, exaltada, e algumas mulheres vieram me acalmar e conversar comigo. Devia ter tirado uma foto, mas na hora não consegui pensar nisso. Porém, não é difícil de reconhecê-lo pelo seu tamanho avantajado O sujeito embarcou em frente ao 73º distrito e desembarcou na Av. Edu Chaves. Compartilhem, por favor. E fiquem ATENTAS! Não vamos permitir que esses infelizes façam o que quiserem conosco!