Um professor me assediou, agora ele me prejudica -1165

1165 – A minha história é a seguinte. Eu faço curso de História na UECE, e um professor do meu curso me assediava desde que ingressei na faculdade. Um dia ele me trancou na sala de aula e tentou me agarrar eu falei que “não”, o empurrei, ele ficou chateado, mas me soltou. Tempos depois surgiu uma vaga para bolsista, eu me inscrevi, mas meu nome nem apareceu na lista de resultados, fui atrás de informação e minha professora pediu que eu fosse falar com ele, pois ele era coordenador, mesmo com constrangimento eu fui, perguntei formalmente sobre a bolsa, e ele me falou, de forma direta: “você nem deveria vim falar comigo, sabendo que eu é quem escolho, assim como você fez a sua escolha naquela noite, eu também faço as minhas.” Eu saí de lá, bastante frustrada, pensei em ir na coordenação do curso… Mas lembrei que ele era o coordenador! Pensei em ir na diretoria… Mas, um outro professor veio falar comigo a mando dele (provavelmente) e me pediu que não mexesse com ele, disse que seria muito ruim pra esposa dele, que ele tinha filhos… Pra eu pensar com calma. Eu deixei de lado, então… Recentemente, eu fiz uma prova pra uma bolsa e fui classificada, não fui selecionada, então uma professora me ligou, pois decidiram aproveitar os alunos que foram classificados para outro projeto, eu fiquei feliz, pois preciso muito de uma bolsa, pra minha surpresa quando fui lá, o coordenador do projeto era ele (a professora e ele), e ele falou na frente dela: “ah, era dela que você falava, poxa, é uma pena eu já chamei uma outra aluna…” Então eu percebi que esse professor vai ser uma barreira na minha vida acadêmica, mas infelizmente eu tenho medo de denunciá-lo, pois sei que será minha palavra contra a dele e eu não tenho como provar que ele foi quem me impediu de ganhar uma bolsa, apesar de ter sido por duas vezes. É difícil porque muitos não acreditariam e eu ainda sairia ‘mal falada’. Agradeço a postagem, e se alguém tiver dificuldades no trabalho, ou em outras áreas por causa de se recusarem a ficar com os “chefões”, eu só desejo que tenham mais coragem do que eu.