“Você é uma mal agradecida do caralho!” – 1172

1172 – Há algum tempo eu estava em Jaguariúna passeando pela rua com a minha melhor amiga. Eu e ela sempre escutávamos comentários de quaisquer seres masculinos que passassem por nós e costumávamos ignorar, por mais que ambas detestassem isso. Até que teve um infeliz que passou de moto bem perto de nós e gritou algo semelhante a “Nossa, mas que delícias!” e eu, que já estava de saco cheio, gritei sem pensar duas vezes “VAI SE FODER” e mostrei meu dedo do meio. O infeliz nem respondeu, só ficou olhando para trás enquanto seguia pela rua. Fiquei muito contente e satisfeita com o meu ato; até que uns três minutos depois me aparece novamente o cara de moto que se deu ao trabalho de dar a volta no quarteirão para me retrucar. Ele começou a andar com a moto lentamente ao nosso lado enquanto dizia “Você é uma mal agradecida do caralho! Quem é que você pensa que é, porra?”. Minha amiga, ao meu lado, sussurrava “Não responde, não fala nada”. Eu, imediatamente, fiquei morrendo de medo; se o infeliz se deu ao trabalho de dar a volta no quarteirão só pra me insultar, o que ele pode ser capaz de fazer se eu respondê-lo agora? Mantive a cabeça baixa e esperei que ele seguisse viagem.

Por que diabos ele não parou pra pensar que o que tinha dito foi uma babaquice? Por que ele SEQUER fez isso? E por que precisou me intimidar? Eu só gostaria que isso mudasse na nossa sociedade. Logo.